Naming Rights é uma prática entre empresas que compram ou alugam o nome de algum estabelecimento. Isso significa que locais como centros de eventos esportivos podem ser batizados com o nome de uma empresa ou de algum produto relacionado a ela.

HISTÓRIA DO NAMING RIGHTS

A prática do naming rights surgiu nos Estados Unidos, ainda na década de 1920, quando o estádio do time de beisebol Chicago Cubs, foi batizado de Wringley Field, uma marca de chicletes.

Já no Brasil, o naming rights começou fora do esporte. O primeiro caso registrado aqui foi a casa de espetáculos e eventos Credicard Hall, criada em São Paulo em setembro de 1999. No esporte, a primeira arena a adotar esta prática foi a Arena da Baixada em Curitiba, que em 2005 passou a ser chamada de Kyocera Arena.

O IMPACTO DO NAMING RIGHTS

Além de esportes, grandes eventos, casas de espetáculo, competições e até espaços urbanos estão ganhando o nome de marcas.

Dessa forma, o naming rights tem se apropriado de tudo que reúne pessoas e pode gerar buzz e mídia espontânea. Para entender melhor, confira o vídeo produzido pelo canal Porta dos Fundos para satirizar o tema:

EXEMPLOS

  • Estados Unidos

Atualmente, a prática está bastante disseminada entre os clubes das principais ligas esportivas de basquete, beisebol, hóquei e futebol americano dos Estados Unidos. Alguns dos investidores são a Fedex, Gillette, American Airlines e o Citigroup, que negociou a nomenclatura do estádio do NY Mets por 400 milhões de dólares ao longo de 20 anos.

  • Brasil

Itaipava Arena Fonte Nova

Diversos estádios brasileiros construídos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas adotaram o naming rights. Um exemplo foi o estádio Fonte Nova, do Bahia, que depois da reinauguração foi batizado de Itaipava Arena Fonte Nova. Os direitos de nome foram vendidos ao Grupo Petrópolis, que é a maior companhia 100% brasileira de bebidas, pelo valor de R$ 10 milhões por ano, durante 10 anos.

Além de alterar o nome do estádio, o contrato também autoriza as marcas da empresa a comercializarem produtos com exclusividade em todos os bares e restaurantes do local.

Arena do Palmeiras

O Palmeiras foi mais um estádio que estabeleceu um contrato de naming rights. A parceria foi firmada entre a seguradora Allianz, a construtora WTorre, que foi a responsável pela construção do estádio, o Palmeiras e a AEG, que é responsável pelos futuros eventos do local.

No entanto, embora os contratos tragam benefícios para as empresas que firmam a parceria, é perceptível a resistência do nome antigo e a preocupação com o retorno sobre o investimento feito.

Dessa forma, para compensar o investimento, os administradores dos espaços têm optado cada vez mais em transformar os locais em áreas multifuncionais. Para isso, transformam estádios em arenas para shows e eventos de grande porte, por exemplo.

Já quanto à resistência, os administradores devem pensar na importância de criar eventos que sejam catalisadores de emoções e participação popular.

E você, o que acha dessa prática? Conta pra gente!

Para ficar por dentro de notícias que envolvem o mundo web, marketing e publicidade e propaganda, fique de olho no blog da Raddar Digital.

Fonte: Apsis