A mensuração da audiência da TV atualmente representa toda a abrangência desse meio, deixando de considerar apenas os televisores e considerando também os novos dispositivos e meios de veiculação de conteúdo.

Esse tema ganha cada vez mais importância e apresenta aspectos que precisam ser considerados. Pensando nisso, trouxemos algumas informações que podem te ajudar a entender como funciona essa nova plataforma multimeios.

A história da TV

O primeiro protótipo de TV foi desenvolvido nos anos 1920, sendo considerado um artigo de luxo presente apenas entre as classes mais ricas.

Porém, com o passar dos anos, o principal meio de comunicação do século XX se popularizou e ganhou imensa amplitude. Esse fato foi possível devido ao seu consumo entre as diversas classes sociais do mundo e por ser um eficiente meio de divulgação de informações e ideologias.

No entanto, mesmo oferecendo grande variedade de aparelhos, emissoras e melhoria da qualidade de sinal, o surgimento da internet colocou em xeque o papel da TV. Afinal, a nova plataforma oferecia aos usuários recursos inovadores e até então inexplorados.

Audiência da TV

Indo contra o que grande parte das pessoas acreditavam, a audiência da TV não diminuiu. Pelo contrário, a tecnologia permitiu inserir cada vez mais recursos nos aparelhos de televisão, unindo esse meio de comunicação a vários outros que crescem a cada dia.

Grande parte das redes de TV atuais oferecem às pessoas a opção de assistir parte ou a integra de seus programas on demand através de aplicativos. Nesse contexto, a audiência da TV não se limita ao público clássico, aquele que assiste o conteúdo no momento da exibição, ampliando a abrangência da plataforma TV.

Além dos players, a expansão da audiência da TV também chegou aos variados aparelhos eletrônicos, que têm se tornado parte relevante do acesso ao conteúdo televisivo. As mensurações já conseguem capturar as exibições em smartphones, tablets, laptops e TVs conectadas, porém os dados não são consistentes.

Diante desse cenário, a nova relação do público com a programação produzida pelas redes de TV é bastante positiva. Afinal, seu conteúdo se transformou em uma plataforma que permite inúmeras possibilidades de replicação e retroalimentação.

Esse novo modo de encarar a televisão traz também um potencial de crescimento para esta plataforma multimeios. Além de assistir o programa ao vivo, as pessoas têm a chance de acessar conteúdos da TV exibidos semanas ou até meses atrás através de um número de dispositivos cada vez maior, alcançando novas audiências.

A quebra de barreiras de emissão, distribuição e captação de audiência da TV promete misturar os players, os custos de produção, a distribuição e, de forma mais ampla, a indústria de comunicação.

Confira alguns exemplos

  • REDE CBS

Dados recentes da rede CBS mostraram que a audiência de sua série Limitless atingiu 9 milhões de telespectadores na estreia na grade tradicional. Porém, a audiência saltou para 16 milhões quando incluíram na medição as exibições em streaming pela web, redes sociais e pelo app play.

  • NETFLIX, SONY E HBO

Grandes distribuidores de conteúdo televisivo têm investido cada vez mais na produção de programas que podem ser acessados por diferentes meios. Entre os destaques estão a Netflix, com conteúdos online, a Sony e a HBO.

  • ESTÚDIOS

Os estúdios de Hollywood, por exemplo, estão trabalhando mais em parceria com cadeias distribuidoras de TV, abertas e fechadas. Se antes havia a indústria do cinema e a da TV, agora é cada vez mais comum perceber a união entre elas.

  • DISPOSITIVOS E REDES SOCIAIS

Apple TV: distribui conteúdos do Netflix e também pode transmitir vídeos do You Tube.

Meerkat, Periscope e Facebook Live: transmitem conteúdos em tempo real, até mesmo programas televisivos, como um show ou uma partida de futebol da Rede Globo.

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