shutterstock_133717868O brasileiro fica mais tempo conectado que a média mundial. Sessenta e três por cento deles têm smartphone e ficam sete horas on-line ao dia, contra seis horas da média mundial.

Essa é uma das conclusões da pesquisa internacional feita pelo grupo espanhol Telefónica, divulgada em maio de 2013, pelo Jornal “Financial Times”. O levantamento foi feito on-line, no início do ano, com 12.171 jovens entre 18 e 30 anos de 27 países, em todos os continentes. No Brasil, 1.028 pessoas foram entrevistadas.

Para 46% deles, a internet, incluindo as redes sociais é a fonte preferida para acessar notícias. Nesse quesito, o Brasil está alinhado com a média mundial (45%). Na opinião de 57%, a tecnologia os tornou mais bem informados sobre as questões políticas do país – um índice bem superior ao de outros países, cuja média foi de 38%.

Os jovens no Brasil estão entre os que se sentem mais familiarizados com a tecnologia (91%, frente aos 79% da média global). Não por acaso, no país, 18% dos entrevistados foram identificados como “líderes da geração do milênio”: pessoas com atitude positiva em relação à tecnologia e ao empreendedorismo, entre outros conceitos. Na média global, 11% foram considerados “líderes”.

Entre as principais preocupações dos jovens brasileiros consultados na pesquisa estão as desigualdades sociais e a educação (24%), seguidas da saúde (17%) e da pobreza (11%). Além disso, 72% dos brasileiros acreditam que a internet já se tornou a fonte preferida de entretenimento, um resultado superior à média mundial.

Homem x mulher

Em relação aos sexos, na tecnologia ainda persistem as diferenças na maneira como eles e elas lidam com a parafernália eletrônica. Eles se sentem confortáveis em usar equipamentos e softwares para se comunicar e conduzir seus relacionamentos. Elas também fazem uso dessas ferramentas, mas em algum momento precisam de um contato pessoal, como extensão do mundo on-line.

“De maneira geral, a mulher se mostra mais influenciável por outros meios, como família e amigos, com quem sente necessidade de interação pessoal”, afirmou o diretor de assuntos empresariais da empresa, Richard Poston, responsável pela pesquisa.

“Já o homem costuma ser mais focado e se atém a determinadas tecnologias para manter contato”, afirmou o executivo. Isso explica o ambiente predominantemente masculino do universo dos jogos on-line, com os quais é possível jogar com pessoas do outro lado do mundo, sem nunca encontrá-los.

Quando se trata de familiaridade com a tecnologia, a diferença entre os sexos diminui: 49% dos homens e 40% das mulheres se mostraram confortáveis com o uso dos aparelhos. Os homens se consideram mais atualizados em tecnologia (32% deles têm essa percepção, frente a 21% delas).(Com informações do Valor)

Fonte: A GAZETA