O Brasil pode se tornar a capital mundial das redes sociais.

Brasil a capital mundial das redes sociais

A constatação é do CEO do HootSuite, Ryan Holmes, em um artigo publicado na forbes. A afirmação vai ao encontro da recente notícia de que a função de analista de mídias sociais já é uma das mais procuradas do brasil, sem contar que a profissão já foi configurada como sendo uma das mais promissoras. Mas de onde Holmes tira essas ideias?

No artigo, o executivo do HootSuite, empresa que desenvolve aplicativo para o gerenciamento de redes sociais, dá números e fatos para sustentar suas ideias. Além da saturação de crescimento em regiões como Europa e Estados Unidos, sem contar a eterna censura na China, o Brasil receberá em breve dois grandes eventos de proporções mundiais, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o que para Holmes colocará o país em uma posição muito favorável aos olhos do mundo. Mas isso é futuro, e o presente?

Bom, o Brasil já conta com quase 80 milhões de pessoas conectadas à internet, sendo que 65 milhões possuem uma conta no Facebook. Atrás apenas dos EUA, o Brasil é o segundo maior mercado para o Twitter (41,2 milhões de usuários) e o maior mercado para o YouTube fora das terra ianques. Não é por acaso, como destacou o executivo, que muitas empresas ligadas às redes sociais estão fazendo questão de abrir escritórios por aqui.

O tempo que o brasileiro passa no Facebook (535 minutos mensais) já é maior quando comparado com a média mundial, que caiu 2 minutos. No Twitter, números igualmente expressivos, já que com 36% do tempo gasto com mídias sociais, no Brasil há 2 “Super Bowls” por semana, como destaca Fábio Saad, diretor de mídia online para o Brasil da DDB, pois o fenômeno da segunda tela é muito presente entre os brasileiros. Seja novela ou futebol, o brasileiro adora assistir aos eventos enquanto comenta seus feitos nas redes sociais.

Apesar do investimento online ser modesto, na casa dos 10% (a TV recebe quase 70%), Holmes acredita que a Copa e as Olimpíadas irão fazer esses números dispararem, até porque estima-se que em 2016 cerca de 80% da população esteja online, e se levarmos em conta que atualmente 77% dos internautas brasileiros têm uma atitude positiva para comprar em canais sociais (além do fato de confiarem em recomendações de outros usuários), a projeção que se pode fazer para um futuro próximo é muito promissora.

Outro fator super importante destacado no artigo foi a ascensão da classe média brasileira na última década. O crescimento exponencial no número de brasileiros com uma renda melhor, além dos investimentos por parte do governo para a ampliação da internet no país, fez com que o mercado online como um todo fosse muito atrativo para as empresas. Se levarmos em conta o aspecto social do brasileiro, as redes sociais estão em solo mais do que fértil.

Fonte: blogmidia8